Um Boêmio Juvenil Recifense. (:

Nos seus becos e ruas escuras criei meus pensamentos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

A Leveza da Praia.


A brisa marinha
sustentava a leveza
a chuva que caía
acariciava a pele fervente

E as ondas
que batiam e quebravam-se
com toda força e amor
nas pedras que as recebiam

Nós virando um só
como a água o mar
que penetrava e completava
os espaços vazios
entre as rochas, e coração

Como o arrepio
causado em minha orelha
pela sua boca
carinhosa e violenta

Seus pés nus
na areia da praia
aquela areia branca e molhada
acolhedora do nosso amor

Seus movimentos do corpo, mar
seus beijos calmos e quentes
atrás do carinho, a ferocidade
atrás do sexo, a alma
amante, confiante
certo como o prazer
de nossos corpos insaciáveis
e de nossas almas
completamente apaixonadas.

sábado, 19 de junho de 2010

Luto à Saramago.


Devido à recente morte de Saramago (ontem pela manhã de falência multipla dos órgãos) os poemas se calam, para aprenderem mais uma lição com um dos homens mais certos e polêmicos do mundo.

Descanse em paz.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Uma Flor Laranja.


Ali tem uma flor laranja
no meio de todas rosas
tem ali uma laranja

Não é maior
Não é anormal
mas é laranja

As rosas acordam às seis
ela acorda ao meio-dia
as outras morrem
perdem a cor e o cheiro
ela não, ela é laranja

Toda casa tem uma rosa
todas tem suas rosas e seus filhos
aqueles pequenos perfeitinhos

Mas não quero igual
não quero rotina social correta

Eu quero a flor laranja
só eu terei
a terei.

domingo, 30 de maio de 2010

Papel e Caneta.


Uma flor
pétala por pétala, uma vida
rosa por rosa

nesse papel que é um refúgio
para angústia minha de poeta, da rosa.
Com essa caneta,
caminho para liberdade
da minha alma.

A mesma liberdade
das pétalas ao vento.

domingo, 23 de maio de 2010

Noite do Capibaribe


Recife, Recife
que magia
em seus casarões
abandonados, caindo
refletem as almas
que brincam
o eterno carnaval
à beira do capibaribe

Essa brisa que bate
trazida por essas almas
deslizantes do inspirador rio
e faz uma lágrima cair
não por ressecar
mas por encantar
esses olhos apaixonados

E sentado vejo
refletir na água
meu coração
a história, que
hoje é minha
hoje sou eu


A história de um poeta
que renasceu
e sorriu
e chorou+
à beira do capibaribe

Escreveu e amou
cada imagem
cada alma
passado pelo futuro

Bebeu ali, só
apenas ele, e toda história
só para ele
e poetizou
para as lembranças
que não só via
nas paredes caidas
ou até já reformadas
mas também sentia
no seu coração
de um apaixonado
e legítimo
boêmio recifense.

domingo, 16 de maio de 2010

Fisgado pela Loucura do Amor.

Tantas cores passam
em minha frente
tudo tão louco
mas está preto
estou ausente de luz agora.

Mas ô minha branquinha
gosto quado você aparece assim
salva-me dessa angústia... só passou.
meu Deus,
fui fisgado mesmo.

suspiro forte
é o último da esperança
foi a última que morreu
há tempos não estou aqui
já que você só passa
não sinto mais teu corpo...

meu Deus,
fui fisgado mesmo.

domingo, 9 de maio de 2010

Sala de Alienação.


Os da frente só querem dinheiro
pensam em ser ricos na vida e só.
recuados estavam todos
sentados, estatalados
prestando muita atenção
olhos vidrados, alienados
aprendendo o que querem
que aprendam.

Não podiam ver
em cima deles
demônios voavam
com asas de anjos
zombando dos coitados que ali estavam.

Aquela sala sinistra...
sala de alienação
casa dos horrores.

- Silêncio! Ou quer ir para direção?
- Você está numa sala de aula!

domingo, 2 de maio de 2010

Um Poema Especial.

Ainda tento entender
Por que escrever?
Se tudo que tento
encontrar nos poemas,
nas letras, palavras, versos,
só encontro no teu,

Carinho,
sorriso,
beijo,
amor,
meu amor.