
Recife, Recife
que magia
em seus casarões
abandonados, caindo
refletem as almas
que brincam
o eterno carnaval
à beira do capibaribe
Essa brisa que bate
trazida por essas almas
deslizantes do inspirador rio
e faz uma lágrima cair
não por ressecar
mas por encantar
esses olhos apaixonados
E sentado vejo
refletir na água
meu coração
a história, que
hoje é minha
hoje sou eu
A história de um poeta
que renasceu
e sorriu
e chorou+
à beira do capibaribe
Escreveu e amou
cada imagem
cada alma
passado pelo futuro
Bebeu ali, só
apenas ele, e toda história
só para ele
e poetizou
para as lembranças
que não só via
nas paredes caidas
ou até já reformadas
mas também sentia
no seu coração
de um apaixonado
e legítimo
boêmio recifense.